O BlogBESSS...
Bem-Vindos!
Blog ou Blogue, na grafia portuguesa, é uma abreviatura de Weblog. Estes sítios permitem a publicação e a constante atualização de artigos ou "posts", que são, em geral, organizados através de etiquetas (temas) e de forma cronológica inversa.
A possibilidade de os leitores e autores deixarem comentários, de forma sequencial e interativa, corresponde à natureza essencial dos blogues e por isso, o elemento central do presente projeto da Biblioteca Escolar (BE).
O BlogBESSS é um espaço virtual de informação e de partilha de leituras e ideias. Aberto à comunidade educativa da ESSS e a todos os que pretendam contribuir para a concretização dos objetivos da BE:
1. Promover a leitura e as literacias;
2. Apoiar o desenvolvimento curricular;
3. Valorizar a BE como elemento integrante do Projeto Educativo;
4. Abrir a BE à comunidade local.
De acordo com a sua natureza e integrando os referidos objetivos, o BlogBESSS corresponde a uma proposta de aprendizagem colaborativa e de construção coletiva do Conhecimento, incentivando ao mesmo tempo a utilização/fruição dos recursos existentes na BE.
Colabore nos Projetos "Autor do Mês..." (Para saber como colaborar deverá ler a mensagem de 20 de fevereiro de 2009) e "Leituras Soltas..." (Leia a mensagem de 10 de abril de 2009).
Não se esqueça, ainda, de ler as regras de utilização do BlogBESSS e as indicações de "Como Comentar.." nas mensagens de 10 de fevereiro de 2009.
A Biblioteca Escolar da ESSS
PS - Uma leitura interessante sobre a convergência entre as Bibliotecas e os Blogues é o texto de Moreno Albuquerque de Barros - Blogs e Bibliotecários.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Sobre Ricardo Reis...
Bruno Seguro, Nº4, 12º B, 2010/11
Este sofrimento de que ele foge é consequência de certos aspectos. Um desses aspectos é o reflectir sobre o interior: “Não quero recordar nem conhecer-me” no verso “Somos demais se olhamos para quem somos”. É explícita a mensagem de que não se deve olhar para “dentro de nós” e somos demais porque fazê-lo perturba o equilíbrio que deve ser mantido na vida, pela moderação dos prazeres e das emoções.
No poema “Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira-do-rio” está presente outro aspecto causador de sofrimento: o gosto pelos prazeres dinâmicos. No verso “Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantem a voz”, é fácil a interpretação do sentido de que estes prazeres dinâmicos (o “amor”, o “ódio”, a “paixão”) não devem ser experimentados porque vão além daquilo que deve ser o prazer: não um excesso.
Ainda neste poema, o campo lexical da ataraxia reflecte o desejo do equilíbrio, da suavidade das coisas. Isto está interligado, num verso, com o conhecimento visto também como mais uma causa deste sofrimento. Esse verso é “Este momento em que sossegadamente não cremos em nada”, e percebe-se que para Ricardo Reis, ao prescindir do conhecimento dos valores instituídos, atinge o sossego, ou seja, o conhecimento não lhe traz felicidade mas sim sofrimento.
Outro exemplo explícito de como o conhecimento é uma causa de sofrimento é o verso “ Se sabê-lo não serve de sabê-lo” do poema “Não quero recordar, nem conhecer-me.” Aliás, logo no primeiro verso reactualiza-se o desejo de fuga do conhecimento, de fuga do sofrimento.
Em “Sofro, Lídia, do medo do destino” Ricardo Reis mostra-nos, nos versos “Ficando eu sempre quase o mesmo, indo/ para a velhice um dia entro/ No anoitecer”, que deseja que a vida passe por ele sem que ele passe pela vida, pois, se ele se deixar assim, só símbolo, distante, não sofrerá. Isto acontece porque, para Ricardo Reis, se pensarmos na morte, que é o resultado do futuro, ou no passado, não se alcança a felicidade, mas sim o contrário: o sofrimento. Como tal, ele foge desses pensamentos que se instituem em nós e não nos deixam viver.
Fernando Pessoa e Walt Whitman...
Prof. João Morais
dos pés à cabeça dela exala um halo divino,
ela atrai com ardente
e irrecusável poder de atração,
eu me sinto sugado pelo seu respirar
como se eu não fosse mais
que um indefeso vapor
e, a não ser ela e eu, tudo se põe de lado
— artes, letras, tempos, religiões,
o que na terra é sólido e visível,
e o que do céu se esperava
e do inferno se temia,
tudo termina: […]
Ouvindo os outros, considerando bem o que eles dizem,
Parando, investigando, recebendo, contemplando,
Gentilmente, porém com irrecusável vontade,
Despindo-me dos embaraços que me poderiam entravar.
atravessando o caos em formação
a imaginar a evolução, a plenitude, a vida
a que se chega na jornada agora
(eu porém vejo a estrada continuando,
e a jornada sempre a continuar);
do que uma vez faltava sobre a terra
e que a seu tempo foi propiciado
— e do que ainda está por ser propiciado,
pois tudo o que eu vejo e sei
creio ter seu sentido mais profundo
no que ainda está por ser propiciado.
Por que não afrontarei sorridente, inconsciente, a Morte?
Ignoro-a? Mas que é que eu não ignoro?
A pena em que pego, a letra que escrevo, o papel em que escrevo,
São mistérios menores que a Morte? Como se tudo é o mesmo mistério?
domingo, 23 de janeiro de 2011
Análise de «Chuva Oblíqua», de Fernando Pessoa
Prof. João Morais


























