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Blog ou Blogue, na grafia portuguesa, é uma abreviatura de Weblog. Estes sítios permitem a publicação e a constante atualização de artigos ou "posts", que são, em geral, organizados através de etiquetas (temas) e de forma cronológica inversa.


A possibilidade de os leitores e autores deixarem comentários, de forma sequencial e interativa, corresponde à natureza essencial dos blogues
e por isso, o elemento central do presente projeto da Biblioteca Escolar (BE).


O BlogBESSS é um espaço virtual de informação e de partilha de leituras e ideias. Aberto à comunidade educativa da ESSS e a todos os que pretendam contribuir para a concretização dos objetivos da BE:

1. Promover a leitura e as literacias;

2. Apoiar o desenvolvimento curricular;

3. Valorizar a BE como elemento integrante do Projeto Educativo;

4. Abrir a BE à comunidade local.


De acordo com a sua natureza e integrando os referidos objetivos, o BlogBESSS corresponde a uma proposta de aprendizagem colaborativa e de construção coletiva do Conhecimento, incentivando ao mesmo tempo a utilização/fruição dos recursos existentes na BE.


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(Leia a mensagem de 10 de abril de 2009).


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PS - Uma leitura interessante sobre a convergência entre as Bibliotecas e os Blogues é o texto de Moreno Albuquerque de Barros - Blogs e Bibliotecários.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Proposta de Correção do Teste de Português - 11º B

Trabalho realizado pelos alunos Mariana Parente, Rafael Oliveira e Carolina Cabral, Fevereiro 2013

 Prof. João Morais           

I (Mariana Parente)

1) A passagem transcrita localiza-se, quanto à estrutura externa, no ato I do Frei Luís de Sousa, mais concretamente nas cenas IX, X, XI e XII. Quanto à estrutura interna, localiza-se no conflito, quando Manuel de Sousa incendeia a sua própria casa antes de os governadores a ocuparem e antes de Madalena, Maria, Manuel e os criados se mudarem para a antiga casa de Madalena, onde esta viveu com o seu primeiro marido, D. João de Portugal: “ Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos.” (Manuel); “ (Arrebata duas tochas das mãos dos criados, corre à porta da esquerda, atira com uma para dentro; e vê-se atear logo uma labareda imensa. […].)”.
2) A figura de estilo que, ao nível semântico, se realiza nesta passagem é a ironia, na medida em que Manuel de Sousa Coutinho está tranquilo ao dizer que está a iluminar a sua casa para receber os governadores no momento em que ele acaba de a incendiar para os mesmos não a ocuparem, ou seja, Manuel de Sousa pretende transmitir uma mensagem que não é explicitamente aquela que ele diz, mas sim com um sentido oposto visto que ele não quer que os governadores ocupem a sua casa e, por isso, decide destruí-la.
3) O incêndio é uma forma de hybris, ou seja, é um desafio ao destino, à ordem estabelecida, porém, sem consequências diretas ao nível da catástrofe. Por isso, é um motivo cego. Este incêndio vai fazer com que haja uma mudança de local para o antigo palácio de D. João de Portugal, o qual vai trazer o passado de volta. Ao atear este incêndio, prepara-se a ação do destino, motor das coordenadas que regem as personagens. O ambiente começa-se a tornar mais denso e mais sombrio. Foi devido a tal ocorrência que a família teve de se mudar, o que deu um campo aberto para que a tragédia se abata sobre a mesma, pois será na nova casa – local da partida – que o Romeiro aparecerá, dando -se a anagnórisis de D. João de Portugal por Frei Jorge, atingindo-se o clímax e ocorrendo a peripécia, que resultará na catástrofe. O incêndio também causa a destruição do retrato de Manuel, o que simboliza a sua morte para o mundo. Todos estes acontecimentos são característicos da tragédia.
4) A época literária na qual se inscreve a peça é o Romantismo. Três traços que distinguem essa época são os seguintes: o nacionalismo e o patriotismo (“Mas fique-se aprendendo em Portugal como um homem de honra e coração, por mais poderosa que seja a tirania […] “ (Manuel, cena XI)); o cristianismo e a religião (“ […] Que é isto, oh meu Deus!” e “Meu Deus, meu Deus! […]” (Madalena, cena XII) ; e o narcisismo, pois todas as personagens são uma projeção do autor – Garrett criou a personagem Maria enquanto extensão de uma filha ilegítima, que teve numa relação extraconjugal.

II (Rafael Oliveira)
Versão B
1.                   O Zé nasceu em 15 de agosto de 1996 e entrou na escola aos seis anos.
Divisão:
1ªoração: O Zé nasceu em 15 de agosto de 1996.àOração coordenada assindética
2ªoração: E entrou na escola aos seis anos.àOração coordenada copulativa sindética
A conjunção coordenativa introduz a oração e é copulativa ou aditiva, pois adiciona-se a uma outra sequência de palavras da qual não depende nem faz depender.
Podemos suprimir a conjunção e e a frase continuará gramatical.
O Zé nasceu em 15 de agosto de 1996. Entrou na escola aos seis anos.
A razão de uma oração ser sindética ou assindética resulta, respetivamente, de a conjunção e ser ou não realizada.

2.                   Desprezaste hipóteses que não são menos importantes.
Neste caso, o pronome “que” está a introduzir uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva. Trata-se dum pronome relativo, pois, dividindo a frase complexa em duas simples, obtemos:
Divisão:
1ªoração
Desprezaste hipóteses.à Oração subordinante
2ªoração
Que não são menos importantes.= As hipóteses não são menos importantes
Que não são menos importantes.= à Oração subordinada adjetiva relativa restritiva
A oração introduzida por que está a restringir a referência de hipóteses: apenas aquelas que são        menos importantes.
Podemos também substituir este Grupo. Adjetival por outro, razão pela qual a oração é adjetiva:
Ex:   Desprezaste hipóteses verdadeiras.

3.                   Quem mais critica pactua, por vezes, com a mediocridade.
Divisão:
1ªoração
Quem mais critica.à Oração subordinada substantiva relativa (sem antecedente)
2ªoração
Pactua com a mediocridade.à Oração subordinante
O pronome QUEM está a substituir um grupo nominal, um GN, que está implícito.
A 1ª oração pode ser substituída por um GN sem interferir com a gramaticalidade da frase, razão pela qual se trata de uma oração substantiva. É também completiva porque tem a função de um elemento essencial da segunda oração. É o sujeito porque comuta com a forma da 3ª P S (que é a forma gramatical em que o verbo está flexionado):
Ele pactua, por vezes, com a mediocridade.
4.                   O Zé foi para Paris; a Ana, para Berlim.
Divisão:
1ªoração
 O Zé foi para Paris.à Oração coordenada copulativa assindética
2ªoração
 A Ana [foi] para Berlim.àOração coordenada copulativa assindética
Se dividirmos as orações com uma conjunção copulativa, a frase continua gramatical e só conseguiremos fazê-lo de forma correta com conjunções ou locuções copulativas, por exemplo:
Ex:   O Zé foi para Paris e a Ana [foi] para Berlim.
A conjunção e é copulativa ou aditiva pois adiciona-se a uma outra informação da qual não depende nem faz depender.
Se substituirmos por uma conjunção disjuntiva por exemplo, a oração fica agramatical:
*Ou o Zé foi para Paris ou a Ana para Berlim.
É assindética pois a conjunção não está presente.

5.                   A tarefa de tomar conta das crianças é gratificante.
Divisão:
1ªoração
 A tarefa é gratificante.à Oração subordinante
2ªoração
de tomar conta das crianças.à Oração subordinada completiva não finita (com a função de complemento nominal). Suprimindo esta oração (este constituinte), a frase, fora de contexto, fica gramatical:
*A tarefa é gratificante.
Versão A
1.                   Quem mais critica é conivente, por vezes, com a mediocridade.
Divisão:
1ªoração
Quem mais critica.à Oração subordinada substantiva relativa (sem antecedente)
2ªoração
 É conivente com a mediocridade.àOração subordinante
O pronome QUEM está a substituir um grupo nominal, implícito.
A 1ª oração pode ser substituída por um GN sem interferir com a gramaticalidade da frase:
A Ana é conivente, por vezes, com a mediocridade.
2.                   O Zé veio de Paris; a Ana, de Berlim.
Divisão:
1ªoração:
 O Zé veio de Paris.à Oração coordenada copulativa assindética
2ªoração:
 A Ana [veio] de Berlim.àOração coordenada copulativa assindética
Se dividirmos as orações com uma conjunção copulativa, a frase continua gramatical, e só conseguiremos fazê-lo de forma correta com conjunções ou locuções copulativas ou aditivas, por exemplo:
Ex:   O Zé veio de Paris e a Ana [veio] de Berlim.
A conjunção usada no 1º exemplo é copulativa ou aditiva pois adiciona-se a uma outra da qual não depende nem faz depender.
Se a substituirmos por uma conjunção disjuntiva, por exemplo, a oração fica agramatical:
*Ou o Zé veio de Paris ou a Ana de Berlim.   
É assindética pois a conjunção não está presente.
3.                   O Zé não só não tem seis anos como também não tem muita mobilidade.
Divisão:
1ªoração:
 O Zé não tem seis anos.à Oração coordenada copulativa sindética
2ªoração:
como também não tem mobilidade.àOração coordenada copulativa sindética
Se substituirmos a locução “não só … com também” por outra, de forma a que a frase continue gramatical, só conseguiremos fazê-lo de forma correta com conjunções ou locuções copulativas ou aditivas, por exemplo:
O Zé nem tem seis anos nem tem muita mobilidade.
Se substituirmos por uma conjunção disjuntiva, por exemplo, a oração fica agramatical:
*Ou o Zé tem seis anos ou tem muita mobilidade.
É sindética pois a conjunção está presente.
4.                   As hipóteses que desprezaste não são menos importantes.
Neste caso o pronome que está a introduzir uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva; trata-se, assim, dum pronome relativo, pois, dividindo a frase complexa em duas simples, obtemos:
Divisão:
1ªoração:
As hipóteses não são menos importantes.àOração subordinante
2ªoração:
Desprezaste as hipóteses
que desprezaste à Oração subordinada adjetiva relativa restritiva
A 2ª oração pode ser introduzida pelo pronome relativo AS QUAIS.
O pronome está a restringir a referência de as hipóteses.
5.                   Encarrega-te de tomar conta das crianças.
Divisão:
1ªoração:
Encarrega-te.àOração subordinante
2ªoração:
de tomar conta das crianças.àOração subordinada completiva não finita (com a função de complemento nominal).
Suprimindo esta oração (este constituinte), a frase, fora de contexto, fica gramatical:
*A tarefa é gratificante.
É não finita pois o verbo está numa forma não flexionada.

III (Carolina Cabral)
Almeida Garrett, na sua obra Frei Luís de Sousa, procurou a elegância, a simplicidade e a naturalidade, e usou as potencialidades da Língua ao serviço dos efeitos que pretendia com a sua obra. Tratando-se de um texto dramático, Garrett soube utilizar o diálogo, o monólogo e o aparte de forma a prender a atenção do espetador até aos nossos dias.
Garrett utiliza vocabulário corrente, acessível a um novo público emergente, o que a faz inscrever-se, de modo efetivo, no período do Romantismo – uma das características deste movimento é o facto de a matriz da arte ser o povo; tudo era feito para o povo. Devendo ser inteligível por aquela classe social, que começava só agora a ter alguma instrução, o vocabulário tinha de ser de fácil entendimento: “Madalena, já, já, sem mais demora.”. Contudo, usa algumas palavras e construções antigas, o que concorre para a construção de verosimilhança da fala das personagens, conferindo ao discurso a cor do fim do século XVI: “tanger na harpa”.
O despojamento do uso da linguagem figurativa confere naturalidade às falas das personagens e não satura o espetador (ou o leitor): “Parti! Parti!”; “Senhor, desembarcaram agora grande comitiva [...]”. Mas quando a conotação ocorre, é introduzida no diálogo com grande maestria, o que resulta num diálogo com subentendidos cheio de sentido: “Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes governadores destes reinos. Suas excelências podem vir quando quiserem.”
As frases interrompidas nas falas das personagens revelam o pensamento, com naturalidade e espontaneidade, concorrendo para os diálogos vivos e uma interação constante: “ O arcebispo não é decerto, que já há muito no convento; diz-se por aí...”.
As falas curtas, as palavras soltas ou os períodos construídos por sequências de monossílabos são muito frequentes e conferem naturalidade ao discurso, enterrando assim as artificialidades vigentes no tempo de Garrett.
No que diz respeito à sintaxe, verifica-se um grande número de frases inacabadas (como foi dito) e concentradas, devido às hesitações deixadas pelo discurso emotivo das personagens. Em termos de prosódia, a entoação e as pausas reforçam a intensidade dramática e emotiva: “Que fazes?... que fizeste?” Neste caso, D. Madalena revela tensão e incredulidade em aceitar que a sua casa, lar da sua família e do seu amor, esteja em chamas, ateadas pelas mãos do seu próprio marido. Noutro caso, Manuel de Sousa Coutinho está emocionalmente exaltado, mas consegue ter um momento racional, onde as hesitações se devem à sua linha de pensamento: “Quiseram-me enganar, e apressam-se a vir hoje... parece que adivinharam...[...]”
No que diz respeito à pontuação (exclamações, interrogações, reticências), esta acompanha o discurso emotivo das personagens, reforçando-o pela natureza expressiva. É possível verificar também no discurso de cada personagem especificidades que estão de acordo com as características de cada uma. Por exemplo, o discurso de D. Madalena anuncia o seu temperamento apaixonado, o seu receio, a sua vulnerabilidade. Por isso, o uso de pontos de exclamação e reticências é frequente: “ Tens coisa que te dá cuidado... e não mo dizes? O que é? [...] não haverá algum outro modo?”, e o discurso de Maria é também repleto de pontos de exclamação, devido ao seu espírito aventureiro e fantasioso: “ Ah! Inda bem !”; “Tomara-me eu já lá!”
Apesar do aparente diálogo volúvel e caprichoso que vai surgindo aqui e ali, ao usar estas diferentes técnicas discursivas como a pontuação expressiva, o vocabulário corrente, a sobriedade de recursos estilísticos, Garrett elevou a sua obra a um nível inédito pela natureza coloquial e oral da nossa Língua, contribuindo também para a renovação da literatura e do teatro vigentes no início de Oitocentos, conferindo um novo fôlego estilístico e pragmático ao drama.

Teste Formativo de Português (11º B, Versão B) - Janeiro 2013


Prof. João Morais , 28 de janeiro de 2013

TESTE FORMATIVO DE PORTUGUÊS
(Versão B)


I
          Lê atentamente o seguinte excerto correspondente às cenas IX, X, XI e XII do ato I do Frei Luís de Sousa:

Cena IX
Manuel de Sousa, Madalena; Telmo e outros criados, entrando apressadamente.
Telmo – Senhor, desembarcaram agora grande comitiva de fidalgos, escudeiros e soldados que vêm de Lisboa e sobem a encosta para a vila. O arcebispo não é decerto, que já está há muito no convento; diz-se por aí…
Manuel – Que são os governadores? (Telmo faz um sinal afirmativo.) Quiseram-me enganar, e apressam-se a vir hoje… parece que adivinharam… Mas não me colheram desapercebido. (Chama à porta da esquerda.) Jorge, Maria! (Volta para a cena.) Madalena, já, já, sem mais demora.

Cena X
Manuel de Sousa, Madalena; Telmo Miranda e outros criados; Jorge e Maria, entrando.
Manuel – Jorge, acompanha estas damas. Telmo, ide, ide com elas. – (para os outros criados) Partiu já tudo, as arcas, os meus cavalos, armas e tudo o mais?
Miranda – Quase tudo foi já; o pouco está pronto e sairá num instante… pela porta de trás, se quereis.
Manuel – Bom; que saia. (A um sinal de Miranda saem dois criados.) Madalena, Maria: não vos quero ver aqui mais. Já, ide; serei convosco em pouco tempo.

Cena XI
Manuel de Sousa, Miranda e outros criados.
Manuel – Meu pai morreu desastrosamente caindo sobre a sua própria espada. Quem sabe se eu morrerei nas chamas ateadas por minhas mãos? Seja. Mas fique-se aprendendo em Portugal como um homem de honra e coração, por mais poderosa que seja a tirania, sempre lhe pode resistir, em perdendo o amor a coisas tão vis e precárias como são estes haveres que duas faíscas destroem num momento… como é esta vida miserável que um sopro pode apagar em menos tempo ainda! (Arrebata duas tochas das mãos dos criados, corre à porta da esquerda, atira com uma para dentro; e vê-se atear logo uma labareda imensa. Vai ao fundo, atira a outra tocha; e sucede o mesmo. Ouve-se alarido de fora.)

Cena XII
Manuel de Sousa e criados; Madalena, Maria, Jorge e Telmo, acudindo.
Madalena – Que fazes?... que fizeste? – Que é isto, oh meu Deus!
Manuel (tranquilamente) – Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos. Suas Excelências podem vir, quando quiserem.
Madalena – Meu Deus, meu Deus!… Ai, o retrato de meu marido!... Salvem-me aquele retrato!
(Miranda e outro criado vão para tirar o painel; uma coluna do fogo salta nas tapeçarias e os afugenta.)
Manuel – Parti, parti! As matérias inflamáveis que eu tinha disposto vão-se ateando com espantosa velocidade. Fugi!
Madalena (cingindo-se ao braço do marido) – Sim, sim, fujamos.
Maria (tomando-o do outro braço) – Meu pai, nós não fugimos sem vós.
Todos – Fujamos! Fujamos!
(Redobram os gritos de fora, ouve-se rebate de sinos; cai o pano.)

          Documentando as tuas afirmações com passagens do texto e construindo frases bem estruturadas, responde ao seguinte questionário:
1.    Localiza a passagem transcrita na estrutura externa e na estrutura interna da peça.
2.  «Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes governadores destes reinos. Suas excelências podem vir quando quiserem.»
   Tendo em conta o seu efeito expressivo, analisa a figura de estilo que, ao nível semântico, se realiza nesta passagem.
3.  Analisa, do ponto de vista da coerência do trágico, a função do incêndio da iniciativa de Manuel de Sousa Coutinho.
 4.  Identificando a época literária na qual se inscreve a peça, apresenta três traços que distinguem essa época.

II
Divide e, justificando as tuas afirmações, classifica as orações dos seguintes períodos:
Divide e, justificando as tuas afirmações, classifica as orações dos seguintes períodos:
              1.      O Zé nasceu em 15 de agosto de 1996 e entrou na escola aos seis anos.
              2.      Desprezaste hipóteses que não são menos importantes.
              3.      Quem mais critica pactua, por vezes, com a mediocridade.
              4.      O Zé foi para Paris; a Ana, para Berlim.
              5.       A tarefa de tomar conta das crianças é gratificante.

III
      «A arte do diálogo, um dos maiores dons de Garrett, do diálogo aparentemente volúvel, caprichoso, entrecortado de jogo de escondidas, feito às vezes de palavras soltas, monossílabos, exclamações, silêncios, mas todo carregado de sentido, de subentendidos, de reservas, […] deu nesta peça todo o seu rendimento.»
António José Saraiva & Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15ª ed. Porto Editora, 1989; p. 753.
       
Num texto expositivo argumentativo de 250 palavras, analisa a linguagem do Frei Luís de Sousa.



 

Teste Formativo de Português (11º B, Versão A) - Janeiro 2013


Prof. João Morais , 28 de janeiro de 2013

TESTE FORMATIVO DE PORTUGUÊS
(Versão A)

I
      Lê atentamente o seguinte excerto correspondente às cenas IX, X, XI e XII do ato I do Frei Luís de Sousa:

Cena IX
Manuel de Sousa, Madalena; Telmo e outros criados, entrando apressadamente.
Telmo – Senhor, desembarcaram agora grande comitiva de fidalgos, escudeiros e soldados que vêm de Lisboa e sobem a encosta para a vila. O arcebispo não é decerto, que já está há muito no convento; diz-se por aí…
Manuel – Que são os governadores? (Telmo faz um sinal afirmativo.) Quiseram-me enganar, e apressam-se a vir hoje… parece que adivinharam… Mas não me colheram desapercebido. (Chama à porta da esquerda.) Jorge, Maria! (Volta para a cena.) Madalena, já, já, sem mais demora.

Cena X
Manuel de Sousa, Madalena; Telmo Miranda e outros criados; Jorge e Maria, entrando.
Manuel – Jorge, acompanha estas damas. Telmo, ide, ide com elas. – (para os outros criados) Partiu já tudo, as arcas, os meus cavalos, armas e tudo o mais?
Miranda – Quase tudo foi já; o pouco está pronto e sairá num instante… pela porta de trás, se quereis.
Manuel – Bom; que saia. (A um sinal de Miranda saem dois criados.) Madalena, Maria: não vos quero ver aqui mais. Já, ide; serei convosco em pouco tempo.

Cena XI
Manuel de Sousa, Miranda e outros criados.
Manuel – Meu pai morreu desastrosamente caindo sobre a sua própria espada. Quem sabe se eu morrerei nas chamas ateadas por minhas mãos? Seja. Mas fique-se aprendendo em Portugal como um homem de honra e coração, por mais poderosa que seja a tirania, sempre lhe pode resistir, em perdendo o amor a coisas tão vis e precárias como são estes haveres que duas faíscas destroem num momento… como é esta vida miserável que um sopro pode apagar em menos tempo ainda! (Arrebata duas tochas das mãos dos criados, corre à porta da esquerda, atira com uma para dentro; e vê-se atear logo uma labareda imensa. Vai ao fundo, atira a outra tocha; e sucede o mesmo. Ouve-se alarido de fora.)

Cena XII
Manuel de Sousa e criados; Madalena, Maria, Jorge e Telmo, acudindo.
Madalena – Que fazes?... que fizeste? – Que é isto, oh meu Deus!
Manuel (tranquilamente) – Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes senhores governadores destes reinos. Suas Excelências podem vir, quando quiserem.
Madalena – Meu Deus, meu Deus!… Ai, o retrato de meu marido!... Salvem-me aquele retrato!
(Miranda e outro criado vão para tirar o painel; uma coluna do fogo salta nas tapeçarias e os afugenta.)
Manuel – Parti, parti! As matérias inflamáveis que eu tinha disposto vão-se ateando com espantosa velocidade. Fugi!
Madalena (cingindo-se ao braço do marido) – Sim, sim, fujamos.
Maria (tomando-o do outro braço) – Meu pai, nós não fugimos sem vós.
Todos – Fujamos! Fujamos!
(Redobram os gritos de fora, ouve-se rebate de sinos; cai o pano.)

      Documentando as tuas afirmações com passagens do texto e construindo frases bem estruturadas, responde ao seguinte questionário:
1.      Localiza a passagem transcrita na estrutura externa e na estrutura interna da peça.
2.      «Ilumino a minha casa para receber os muito poderosos e excelentes governadores destes reinos. Suas excelências podem vir quando quiserem.»
      Tendo em conta o seu efeito expressivo, analisa a figura de estilo que, ao nível semântico, se realiza nesta passagem.
3.      Analisa, do ponto de vista da coerência do trágico, a função do incêndio da iniciativa de Manuel de Sousa Coutinho.
4.      Identificando a época literária na qual se inscreve a peça, apresenta três traços que distinguem essa época.

II
Divide e, justificando as tuas afirmações, classifica as orações dos seguintes períodos:
Divide e, justificando as tuas afirmações, classifica as orações dos seguintes períodos:
1.      Quem mais critica é conivente, por vezes, com a mediocridade.
2.      O Zé veio de Paris; a Ana, de Berlim.
3.      O Zé não só não tem seis anos como também não tem muita mobilidade.
4.      As hipóteses que desprezaste não são menos importantes.
5.      Encarrega-te de tomar conta das crianças.

III
            «A arte do diálogo, um dos maiores dons de Garrett, do diálogo aparentemente volúvel, caprichoso, entrecortado de jogo de escondidas, feito às vezes de palavras soltas, monossílabos, exclamações, silêncios, mas todo carregado de sentido, de subentendidos, de reservas, […] deu nesta peça todo o seu rendimento.»
António José Saraiva & Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15ª ed. Porto Editora, 1989; p. 753.

Num texto expositivo argumentativo de 250 palavras, analisa a linguagem do Frei Luís de Sousa.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Antero de Quental, entre o otimismo social e o pessimismo metafísico

 De Bruno Pereira, 11ºI, Literatura Portuguesa, 2012/13
Prof. João Morais
 
Antero entre o otimismo social e o pessimismo metafísico
 (correção do grupo III do teste de Literatura Portuguesa)
De entre os vários temas abordados por Antero de Quental nos seus textos sobressaem os do otimismo social e os do pessimismo metafísico. Assim, atentemos nalgumas composições com essa temática e vejamos o que sobressai na escrita anteriana.
O otimismo social surge cedo na poesia anteriana e traduz as inquietações sociais, o desejo da existência de um mundo novo, encarando a poesia como a voz da Revolução, que visa a Justiça, o Amor e a Liberdade – ou seja, o drama humano de Antero. Exemplo disso é o soneto “Mors Liberatrix”, em que o poeta faz um apelo ao cavaleiro – que vai na demanda do bem, vencendo provas – para agir de modo a alterar a sociedade (“Na tua mão, sombrio cavaleiro, cavaleiro vestido de armas pretas”). Essas ações poderão levar à reabilitação humana – com a morte resgata-se a vida –, reforçando-se, assim, a antítese entre o claro e o escuro. A morte e os valores sociais são defendidos por Antero (“[…] esta é a espada da Verdade”), sendo a Verdade e a Liberdade o fim a atingir através da Morte (“[…] espada da liberdade”; “E, sendo a Morte, sou a Liberdade”).
Em outras composições de Antero, porém, testemunhamos o tema central do pessimismo metafísico, isto é, as emoções do eu relativamente à sua vida e às suas vivências, exprimindo os seus sentimentos de infelicidade e, por vezes, até de desespero. Deste modo, o poeta procura soluções para resolver ou atenuar esses problemas. Por exemplo, no soneto “Mãe”, o sujeito poético encontra-se dececionado com a vida (“Mãe – que adormente este viver dorido”) ao ponto de desejar ser levado pela “mãe” e acompanhá-la no sono eterno (“Que me leve consigo, adormecido”). Assim, através de um tom confessional e plangente, o sujeito lírico mostra o seu desânimo perante a existência, o que se faz também notar pela pontuação expressiva empregada pelo poeta (“Do meu pobre existir, meio partido…”; “Se tu fosses, querida, a minha mãe!”). Ainda no âmbito do sentimento pessimista, destaca-se o poema “O Palácio da Ventura”, cujo tema é o da demanda, sem sucesso, da felicidade: inicialmente, o poeta tem esperança de encontrar uma alternativa à realidade, um destino favorável (“O palácio encantado da Ventura”), mas sai desiludido e encontra, somente, o fracasso e o desânimo (“Mas já desmaio, exausto e vacilante”). É um poema em que o eu mostra uma grande frustração, que se traduz na deceção da luta para encontrar a felicidade (“Mas dentro encontro só, cheio de dor, silêncio e escuridão – e nada mais!”). Atente-se, por fim, na vertente de combate presente no poema “Nox”, que leva o sujeito lírico a procurar uma alternativa à ilusão da vida: pretende o nada, o supremo bem. Assim, a vida é agora uma ideia que não compreende e que não lhe permite atingir o conhecimento (“Noite sem termo, noite do Não-ser!”). 
Do que emerge da poética anteriana podemos afirmar que as vivências, as incertezas, as desilusões e a doença na vida de Antero de Quental conduziram-no a um estado de pessimismo, que se refletiu no seu estilo, na sua temática e na substituição de um otimismo, para o qual o poeta se sentiu vocacionado no percurso de homem de ação, por um ceticismo insolúvel.

domingo, 13 de janeiro de 2013

A Oficina de Filosofia vai ao Cinema... Outra Vez!!!

                                
                  ATENÇÃO!!!

A Oficina de Filosofia vai projectar ainda neste período lectivo...
 




 



 


Organização:
Professores Fátima Gomes e João Santos