O BlogBESSS...

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Blog ou Blogue, na grafia portuguesa, é uma abreviatura de Weblog. Estes sítios permitem a publicação e a constante atualização de artigos ou "posts", que são, em geral, organizados através de etiquetas (temas) e de forma cronológica inversa.


A possibilidade de os leitores e autores deixarem comentários, de forma sequencial e interativa, corresponde à natureza essencial dos blogues
e por isso, o elemento central do presente projeto da Biblioteca Escolar (BE).


O BlogBESSS é um espaço virtual de informação e de partilha de leituras e ideias. Aberto à comunidade educativa da ESSS e a todos os que pretendam contribuir para a concretização dos objetivos da BE:

1. Promover a leitura e as literacias;

2. Apoiar o desenvolvimento curricular;

3. Valorizar a BE como elemento integrante do Projeto Educativo;

4. Abrir a BE à comunidade local.


De acordo com a sua natureza e integrando os referidos objetivos, o BlogBESSS corresponde a uma proposta de aprendizagem colaborativa e de construção coletiva do Conhecimento, incentivando ao mesmo tempo a utilização/fruição dos recursos existentes na BE.


Colabore nos Projetos "Autor do Mês..." (Para saber como colaborar deverá ler a mensagem de 20 de fevereiro de 2009) e "Leituras Soltas..."
(Leia a mensagem de 10 de abril de 2009).


Não se esqueça, ainda, de ler as regras de utilização do
BlogBESSS e as indicações de "Como Comentar.." nas mensagens de 10 de fevereiro de 2009.


A Biblioteca Escolar da ESSS


PS - Uma leitura interessante sobre a convergência entre as Bibliotecas e os Blogues é o texto de Moreno Albuquerque de Barros - Blogs e Bibliotecários.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Texto de Reflexão - "O Velho do Restelo: o mundo a duas velocidades"

Trabalho realizado por  Inês Silva Machado, Nº16,  12º A, 2010/11 
Prof. João Morais

O Velho do Restelo, personagem simbólica d’Os Lusíadas, de Luís de Camões, traduz a oposição de duas realidades e duas correntes de opinião: aqueles que defendiam os Descobrimentos via marítima e os que preconizavam a expansão do Império para o Norte de África, contra os bens materiais, a fama e a glória. Os contrastes existentes no seio da sociedade do século XVI permanecem na actualidade. Nos dias que correm, a enorme evolução científica, tecnológica, social e económica a que os países desenvolvidos têm estado sujeitos possibilita uma melhoria óbvia da qualidade de vida da população verificando-se, pelo contrário, um défice acentuado e alarmante de desenvolvimento em países do Terceiro Mundo, predominando aí a pobreza absurda e várias doenças como a SIDA.
Estas discrepâncias surgem na fome, na guerra, na pobreza, na assistência médica, na taxa de mortalidade, na educação e instrução, entre outros.
A Engenharia Genética, ramo da Biologia Molecular que se ocupa da manipulação, da propagação e do transporte dos genes alterando as suas estruturas e características, tem desenvolvido, nas últimas décadas, técnicas que permitem a produção rápida e económica de vários produtos agrícolas que deveriam ser suficientes para sustentar o aumento demográfico significativo. De acordo com as Nações Unidas, “o mundo produz uma vez e meia a quantidade de alimentos necessária para alimentar toda a população do planeta”. No entanto, a fome é uma situação que se tem agravado devido à má distribuição da riqueza. Estes factos concorrem para um distanciamento entre aquilo que, por um lado, melhora e evolui, e, por outro lado, aquilo que se encontra estagnado.
No que diz respeito à instrução e à educação, as taxas de alfabetização variam bastante ao longo do globo. É claro que a posse de mão-de-obra qualificada constitui uma mais-valia para o progresso de um país e a aposta na educação pelos países mais ricos tem sido um ponto fulcral na sua evolução. Pelo contrário, a deficiência de sistemas de escolarização adequados (escolas, universidades, tecnologia, ciência) é uma dificuldade com que os países de Terceiro Mundo se têm confrontado, o que condiciona o seu avanço económico e financeiro que possui, também, muitas lacunas.
Os contrastes são verificados, igualmente, pela taxa de mortalidade infantil e pela esperança média de vida. Enquanto o crescimento económico dos países desenvolvidos se reflecte no investimento da assistência médica e da vacinação, que contribuem para a diminuição de ocorrência de certas doenças e infecções, a falta de condições sanitárias, médicas e alimentares nos países em desenvolvimento traduz-se numa população débil e fragilizada, que tem como consequência a propagação rápida de vírus que, por sua vez, conduz à morte precoce dos indivíduos.
A constante instabilidade social e política, imposta por regimes maioritariamente corruptos e ditatoriais que os indivíduos dos países mais pobres sofrem é uma realidade que impede a evolução da economia nesses locais pois há ocorrência de golpes de estado e de conflitos internos de origem étnica, que provocam guerras e que culminam na destruição de vias de comunicação, de escolas e de hospitais e na falta de habitação de milhares e milhares de pessoas. Gera-se, portanto, uma forte dependência política e económica dos países desenvolvidos por parte dos países em desenvolvimento. Aqueles possuem um alto nível de industrialização que lhes permite um desenvolvimento económico muito maior levando, por fim, à origem de uma sociedade evoluída.
Das situações analisadas resulta a emergência de um mundo a duas velocidades onde a disparidade entre ricos e pobres é cada vez mais notória e intensa: o progresso, o bem-estar e a segurança ocupam um extremo enquanto a luta pela sobrevivência, a fome e a guerra permanecem do lado oposto. É necessária a implementação de medidas que promovam a interajuda entre países desenvolvidos e em desenvolvimento através da acção dos governos e de organizações governamentais e não governamentais apoiadas pelas Nações Unidas, a fim de pormos um fim às desigualdades e nivelarmos mais a qualidade de vida da população mundial.
Fevereiro de 2011

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