O BlogBESSS...

Bem-Vindos!


Blog ou Blogue, na grafia portuguesa, é uma abreviatura de Weblog. Estes sítios permitem a publicação e a constante atualização de artigos ou "posts", que são, em geral, organizados através de etiquetas (temas) e de forma cronológica inversa.


A possibilidade de os leitores e autores deixarem comentários, de forma sequencial e interativa, corresponde à natureza essencial dos blogues
e por isso, o elemento central do presente projeto da Biblioteca Escolar (BE).


O BlogBESSS é um espaço virtual de informação e de partilha de leituras e ideias. Aberto à comunidade educativa da ESSS e a todos os que pretendam contribuir para a concretização dos objetivos da BE:

1. Promover a leitura e as literacias;

2. Apoiar o desenvolvimento curricular;

3. Valorizar a BE como elemento integrante do Projeto Educativo;

4. Abrir a BE à comunidade local.


De acordo com a sua natureza e integrando os referidos objetivos, o BlogBESSS corresponde a uma proposta de aprendizagem colaborativa e de construção coletiva do Conhecimento, incentivando ao mesmo tempo a utilização/fruição dos recursos existentes na BE.


Colabore nos Projetos "Autor do Mês..." (Para saber como colaborar deverá ler a mensagem de 20 de fevereiro de 2009) e "Leituras Soltas..."
(Leia a mensagem de 10 de abril de 2009).


Não se esqueça, ainda, de ler as regras de utilização do
BlogBESSS e as indicações de "Como Comentar.." nas mensagens de 10 de fevereiro de 2009.


A Biblioteca Escolar da ESSS

PS - Uma leitura interessante sobre a convergência entre as Bibliotecas e os Blogues é o texto de Moreno Albuquerque de Barros - Blogs e Bibliotecários.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

A participação da ESSS no Think Outside the Box - Um testemunho fotográfico.



 A participação de alunos do 12º ano de Ciência Política no evento 'Think Outside the Box', promovido pela Lisbon Economic & Business School da Católica no dia 17 de Abril, foi muito estimulante...
 




© Professor Jorge Leal

terça-feira, 16 de abril de 2013

A ESSS vai participar no Think Outside the Box...

   No dia 17 de Abril, a ESSS vai participar no evento promovido pela Lisbon School of Business & Economics da Universidade Católica Portuguesa, através de alunos do 12º ano, turmas F e G, a frequentarem a disciplina de Economia C, leccionada pelo Professor Jorge Leal. 





segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Participação da ESSS na 'Cimeira das Democracias' - Um testemunho visual...




 A participação de alunos do 12º ano de Ciência Política no evento 'Cimeira das Democracias', patrocinado pelo Instituto de Estudos Políticos (IEP) da Universidade Católica, foi muito interessante, estimulando-os para uma cidadania mais activa...







© Professor Jorge Leal

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Participação da Escola na 'Cimeira das Democracias', 11.04.2013

              A ESSS vai participar na 'Cimeira das Democracias', no próximo dia 11 de Abril,  evento promovido pelo Instituto de Estudos Políticos (IEP), da Universidade Católica de Lisboa, através de Oito (8) alunos do 12º ano, a frequentarem a disciplina de Ciência Política, leccionada pelo Professor Jorge Leal. 

Programa da Cimeira das Democracias IEP













Ficha de Inscrição da nossa Equipa

segunda-feira, 4 de março de 2013

O Frei Luís de Sousa: um caso de coerência trágica

 De Inês Chim, nº7, 11ºI, Literatura Portuguesa, 2012/13
Prof. João Morais

Teste Formativo de Português (11º I) - Fevereiro 2013


      Prof. João Morais ,  26 fevereiro de 2013


Teste Formativo de Português

I

Lê atentamente a seguinte passagem do Frei Luís de Sousa, analisada em aula:

   Virou-se-me a alma toda com isto: não sou já o mesmo homem. Tinha um pressentimento do que havia de acontecer… parecia-me que não podia deixar de acontecer… e cuidei que o desejava enquanto não veio. Veio, e fiquei mais aterrado, mais confuso que ninguém! Meu honrado amo, o filho de meu nobre senhor, está vivo… O filho que eu criei nestes braços… Vou saber novas certas dele, no fim de vinte anos de o julgarem todos perdido; e eu, eu que sempre esperei, que sempre suspirei pela sua vinda… – era um milagre que eu esperava sem o crer! – eu agora tremo… É que o amor destoutra filha, desta última filha, é maior, e venceu… venceu… apagou o outro… Perdoai-me, Deus, se é pecado. Mas que pecado há de haver com aquele anjo? Se me ela viverá, se escapará desta crise terrível! Meu Deus, meu Deus (ajoelha), levai o velho que já não presta para nada, levai-o, por quem sois! (Aparece o Romeiro à porta da esquerda, e vem lentamente aproximando-se de Telmo, que não dá por ele.) Contentai-vos com este pobre sacrifício da minha vida, Senhor, e não me tomeis dos braços o inocentinho que eu criei para vós. Senhor, para vós… mas ainda não, não mo leveis ainda. Já padeceu muito, já traspassaram bastantes dores aquela alma; esperai-lhe com a morte algum tempo!...
Questionário
             Documentando, sempre que for oportuno, as tuas afirmações com passagens do texto, responde ao seguinte questionário:
          1- Localiza este excerto na estrutura trágica da obra. Justifica a tua resposta.
     2 - Referindo-te ao modo como se vai representando a sua ideologia e as suas vivências interiores, apresenta a conceção da personagem em cena.
          3 – Imagina que te coube a tarefa de encenar o Frei Luís de Sousa. Concebe uma instrução que devas dar ao ator que interpretará a personagem Telmo. Justifica a escolha dessa instrução.
       4 - A tensão vai variando de intensidade ao longo desta cena? 
             Justifica a tua resposta.

II

      Lida a «Memória ao Conservatório Real», de Almeida Garrett, indica se as asserções que seguem são verdadeiras (V) ou falsas (F).

1.      Prometeu Agrilhoado é uma tragédia de Sófocles e Rei Édipo, de Eurípedes.
2.      Dizer que o “verbo” pode “modificar os pensamentos” equivale a dizer que o teatro e a literatura não têm uma função pragmática, que é uma característica do Romantismo.
3.      Com a expressão “Eu sacrifico às musas de Homero, não às de Heródoto”, Garrett valoriza a verdade em detrimento da verosimilhança.
4.      Dizer que o “verbo” pode “modificar os pensamentos” opõe-se ao facto de o teatro e a literatura terem uma função pragmática, que é uma característica do Romantismo.
5.      Garrett faz depender a função da arte da sua inteligibilidade.

III

Num texto expositivo argumentativo de 250 palavras, comenta as seguintes palavras de Palmira Nabais acerca do Frei Luís de Sousa:“Todos os elementos se conjugam pois uns com os outros de modo a tornar a história coerente, sem artifícios inúteis, antes concorrendo todos para o mesmo fim […].”

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Proposta de Correção do Teste de Português - 11º I, Janeiro de 2013B

Trabalho realizado pelos alunos Astha Corrêa, Maria Kopke e Íris Fonseca, Fevereiro 2013

 Prof. João Morais

I (Astha Corrêa)
1.      A passagem acima transcrita localiza-se, quanto à estrutura externa, na cena VIII do ato I e, quanto à estrutura interna, no momento em que Manuel de Sousa Coutinho regressa de Lisboa a Almada e anuncia a chegada dos governadores que se aproximam, decidindo que o melhor para a família será mudarem-se para a casa do primeiro casamento de Dona Madalena (“Rezaremos por alma de D. João de Portugal nessa devota capela que é parte da sua casa”). A fim de impedir que os governadores venham a instalar-se na sua casa, Manuel de Sousa incendiá-la-á no final do ato I.
2.       Manuel de Sousa Coutinho, para convencer Madalena a mudar-se para a sua primeira casa, desvaloriza a crença no destino por Madalena (“nunca pensei que tivesses a fraqueza de acreditar em agouros”), tentando reconfortá-la e fazê-la acreditar que D. João de Portugal está morto e, por isso, não poderá separá-los (“não há espetros que nos possam aparecer senão os das más acções que fazemos”), relembrando-a também da sua origem nobre (“lembrai-vos de quem sois e de quem vindes, senhora”) e do facto de ele necessitar de Madalena tranquila para poder manter-se igualmente calmo (“a tranquilidade do espírito e a força do coração, que as preciso inteiras nesta hora”).
3.       Manuel, por um lado, é racional, não acredita no destino (“Não há senão um temor justo, Madalena, é o temor de Deus”). É nacionalista e patriota (“Há de saber-se no mundo que ainda há um português em Portugal”). É também corajoso, rebelde e determinado. Está, porém, agitado.
        Madalena, por outro lado, mostra-se resistente, aterrorizada, com maus pressentimentos e deixa-se levar pelo destino trágico (“Eu não sou melindrosa nem de invenções […] mas tu não sabes a violência, o constrangimento de alma, o terror com que eu penso em ter de entrar naquela casa”).
4.      Tendo em conta que a obra se inscreve no Romantismo, na obra podem-se detectar traços que marcam esta mesma época literária: a vertente eminentemente dramática (“para aquela casa não, não me leves para aquela casa”); o refúgio ao Cristianismo; a espontaneidade e a naturalidade que se refletem ao nível de linguagem (“[…] nisso não… mas tu não sabes a violência […]”); e o debate interior das personagens quanto aos seus sentimentos (“Mas é que tu não sabes… […] mas tu não sabes a violência, o constrangimento de alma […] oh, perdoa, perdoa-me, não me sai esta ideia da cabeça…”). Pelo seu plano de Manuel de Sousa de incendiar a sua casa, reatualizam-se ainda traços do Romantismo como o nacionalismo, o patriotismo e a rebeldia: o eu revolta-se contra a repressão de uma axiologia vigente na sua pátria.

II (Maria Kopke)
1.      O Zé exortou os presentes para se implicarem mais nos problemas sociais.
O Zé exortou os presentes - Oração subordinante: é a parte do período que é estruturante, pois o seu GV irá selecionar um complemento oblíquo, que é o resto do período.
para se implicarem mais nos problemas sociais - Oração subordinada completiva (função de complemento oblíquo) Esta oração (=constituinte) tem se ser realizada na frase (= elemento essencial da frase), sob pena de o período perder a gramaticalidade:
* O Zé exortou os presentes
2.      Evocaste problemas que teremos de resolver.
Evocaste problemas- Oração subordinante: é a parte do período que é estruturante; pode ocorrer sem o resto do período, ao contrário da 2ª, que é estruturada (= subordinada) a partir do GN problemas da oração principal.
Que teremos de resolver- Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.
É adjetiva porque comuta com um adjetivo: Evocaste problemas importantes.
É relativa porque é introduzida por um pronome relativo: QUE. Esta palavra substitui o GN que introduz a 2ª oração, estabelecendo uma relação com a anterior:
Transformação:
1ª oração: Evocaste problemas.
2ª oração: Teremos de resolver [problemas].
É ainda restritiva porque se encontra a restringir o domínio de problemas.
3.      Quem mais adivinha mais erra
Quem mais adivinha - Oração subordinada substantiva relativa sem antecedente (exerce a função de sujeito porque comuta com um GN, que transmite a flexão de pessoa (3ª) e nº (sing.) ao verbo, e, ainda, porque comuta com uma forma de nominativo (= suj.) do pronome pessoal: ELE/ELA)
É substantiva porque comuta com um GN: O Zé [erra mais].
É relativa sem antecedente já que fica implícito um GN substituído pelo pronome relativo QUEM.
Mais erra-Oração subordinante: é a parte do período que é estruturante; pode ocorrer sem o resto do período.
4.      O Zé partiu para Roma; a Ana, para Barcelona
O Zé partiu para Roma; - Oração coordenada copulativa assindética.
A Ana, para Barcelona.- Oração coordenada copulativa assindética.
Ambas têm independência gramatical, com valor de adição, e são justapostas:
O Zé partiu para Roma e a Ana partiu para Barcelona.
Ou
Não só o Zé partiu para Roma como também a Ana [partiu] para Barcelona.
5.      A tarefa de olhar pelas crianças é gratificante
A tarefa é gratificante- Oração subordinante: é a parte do período que é estruturante; pode ocorrer sem o resto do período.
De olhar pelas crianças- Oração subordinada completiva.
É completiva porque tem a função de complemento nominal (do GN A tarefa).

III (Íris Fonseca)
Almeida Garrett adverte na sua «Memória ao Conservatório Real» que, apesar de na forma desmerecer a categoria de tragédia, Frei Luís de Sousa pertence à categoria modesta de drama – drama de índole trágica – para o que inaugura uma expressão também ela nova.
Não acreditando no verso como linguagem dramática para assuntos tão modernos, Garrett aposta numa linguagem própria do género dramático, fluente e mais prosaica, sem nunca fazer esquecer que, pela sua índole, o Frei Luís de Sousa será sempre uma tragédia.
Nesta peça é utilizada a linguagem característica do estilo dramático: o diálogo, o monólogo e o aparte, técnicas discursivas que apresentam características específicas resultantes da sua natureza oral e coloquial.
Mesmo quando a linguagem é mais cuidada, realizando-se um léxico erudito, subsiste a vivacidade das interjeições (“Ah!”) e dos atos ilocutórios expressivos (“Meu Deus”), ocorrendo exemplos da linguagem familiar. Por isso, a obra é acessível a um mais vasto número de espetadores.
A concentração ao nível frásico, como é o caso de «Ninguém», onde se substitui um período por uma palavra, as repetições e a carga emotiva que encerram determinados vocábulos ("desgraça", "escárnio", "amor") fazem igualmente parte da sua tessitura lexical.
A presença de reticências que sugerem ideias disfóricas – medo ou inquietação – é uma nota do exercício lexical e sintático das personagens. As frases curtas e inacabadas conferem um tom incisivo à linguagem. As repetições são muito frequentes e representam ansiedade, inquietação ou afeto por parte das personagens que as utilizam nas suas falas.
Garrett consegue adequar a cada personagem um determinado discurso com especificidades através das quais o leitor sente o que elas sentem, vive com elas as suas emoções, receios e medos. Garrett imprime, pois, à sua obra um estilo sóbrio, entrecortado por um outro que se caracteriza pela jactância que enforma a linguagem das personagens em situação de conflito. O primeiro serve um ambiente solene clássico, próprio da tragédia, e associa-se à própria situação social das personagens; o segundo serve a representação da interioridade das mesmas, à maneira do drama.
            Pretendendo transmitir elegância, suavidade e naturalidade à obra, Garrett explora todas as potencialidades da linguagem dramática conseguindo, assim, produzir um discurso que se adequa ao conteúdo nobre e – porque de sentimentos humanos se fala – simultaneamente atual.